Vítor E. Silva Souza

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Curriculum Vitae (CNPq Lattes) Google Scholar

De 20 a 23 de julho de 2026 participei do 46º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC 2026), em Gramado, RS.

Tenho o costume de escrever breves resumos das apresentações que assisti (de modo a me forçar a prestar atenção às apresentações e para tentar compartilhar o conhecimento com outros), vide 2025, 2024202320222019 e 2018 (rolou um hiato durante a pandemia).

O CSBC é composto por vários eventos que ocorrem em paralelo e, como de costume, neste ano participei dos eventos relacionados ao meu papel como Secretário Regional da SBC no ES, bem como os relacionados com a pós-graduação.

Para além destes eventos, assisti aos painéis do SECOMU (Seminário de Computação na Universidade), abertura e Assembleia Geral da SBC, porém este ano resolvi não fazer anotações e relatos sobre estes.

Fórum da Pós-Graduação

(Segunda-feira , 20/07/2026)

Os atuais coordenadores do Fórum de Coordenadores de Pós-graduação em Computação no Brasil (Fórum PG), profs. Everton Cavalcante (UFRN) e Jean Paul Barddal (PUCPR), abriram a reunião passando a palavra para o Diretor de Educação da SBC, Rodrigo Duran (IFB), a apresentando a programação do dia. Antes de iniciar a programação, fizeram um breve relato da coordenação do Fórum no período 2025-2026:

  • Integração com CA-C/CAPES e com a Comissão de Educação da SBC
  • Articulação da comunidade para indicação da coordenação de área da CAPES
  • Proposição de grupos de trabalho a partir de consultas ao Fórum: Impacto da IA no Ensino e na Pesquisa da Pós-graduação e Integração de PPGs com a Indústria e o Setor Produtivo.

Painel – Perspectivas de Impacto Interdisciplinar na Pós-graduação em Computação

Renata Araújo (Mackenzie) conduziu o painel, que foi motivado pelo interesse da área de Computação em exercer impacto em outras áreas, o que já consta no documento de área (Seção 1.8, p.18) e pelos desafios e dificuldades de lidar com a questão. Apresentou então os painelistas, ressaltando o quão valioso era para o Fórum PG ter os representantes dos três colégios da CAPES presentes:

  • Avelino Zorzo, PUCRS (coordenador de área da Computação e representante do Colégio de Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar);
  • Marciane Magnani, UFPB (coordenadora de área da Ciência de Alimentos e representante do Colégio de Ciências da Vida);
  • André Moreira Cunha, UFRGS (coordenador de área da Economia e representante do Colégio de Humanidades).

Renata apresentou aos painelistas três questões, começando por: qual a importância da interdisciplinaridade na pós-graduação das áreas de conhecimento que vocês representam? E como a Computação tem se apresentado ou sido abordada nos processos de PD&I e formação de RH em PG em suas áreas de conhecimento?

  • Marciane: trouxe alguns eixos de como a Computação impacta as ciências da vida: da agricultura de precisão à sustentabilidade (nas Ciências Agrárias), compreendendo sistemas complexos (nas Ciências Biológicas), dados a serviço do cuidado (nas Ciências da Saúde). Trouxe exemplos de como o uso de produtos da Computação impactam diretamente na cadeia produtiva de alimentos;
  • André: nos últimos anos tem tido maior abertura nas áreas para o que vem de fora. Se tem uma área que é pervasiva tanto como insumo como produto é a Computação. Os problemas, desafios e oportunidades que a vida real nos traz não está circunscrito nas caixinhas das áreas de conhecimento. Todas as áreas precisam de letramento em Computação, sendo mencionado em alguns dos documentos de área das Humanidades, ressaltando o papel da Computação na formação de RH;
  • Avelino: interdisciplinaridade é fundamental para a Computação e há uns bons anos consta no documento de área, mas sem esquecer da ciência básica. O colégio que representa já tem a interdisciplinaridade bastante presente (incluindo uma grande área de multidisciplinares). Todo documento de área da CAPES atualmente precisa ter uma seção sobre interdisciplinaridade, uma diretriz da CAPES. O que precisamos trabalhar muito neste sentido na pós-graduação são os casos de impacto na sociedade. Sobre a atuação na formação, muitos pesquisadores da Computação atuam em programas diferentes, auxiliando na formação interdisciplinar de outras áreas.

Quais os principais desafios para ampliar a interdisciplinaridade com a área da Computação?

  • Marciane: a integração com a Computação vem sendo ampliada a cada dia, o desafio é compreendê-la. Do lado da Computação, o maior desafio é compreender que às vezes soluções simples para quem é desta área tem um impacto muito relevante em outra área. Não basta apenas gerar o conhecimento/produto, mas precisa rastrear seu impacto nas outras áreas. A Computação deveria estar nos 3 colégios da CAPES. Trouxe o exemplo das Dark Kitchens como algo que não é nem da área de Ciência de Alimentos nem da Computação nem de outras áreas, é um produto inerentemente interdisciplinar;
  • André: concordou integralmente com Marciane, observando que isso só começou a ser enxergado há uns 2 ciclos avaliativos da CAPES, anteriormente apenas se olhava se os programas publicavam nos melhores veículos da área. Importante observar também o papel indutor de políticas públicas e das agências de fomento, pensando em problemas reais que envolvem aspectos tecnológicos, sociais, econômicos, etc.;
  • Avelino: nas últimas discussões do CTC já se falou em criação em PPGs que não estão ligados a uma área específica, mas a um tema interdisciplinar de pesquisa. Reforçou a importância do relato de impacto na sociedade, que se conecta bastante com a fala da Marciane. Outro ponto que reforça a questão da interdisciplinaridade é o fato de que todo o documento de área da CAPES precisa ter uma seção sobre o uso ético de IA.

Que recomendações vocês dariam para a pós-graduação em Computação para ampliar o impacto de sua atuação interdisciplinar?

  • André: dar mais visibilidade para a questão e trabalhar nas pontes;
  • Avelino: esse fórum é o local para discutir a questão. Os programas já fazem interdisciplinaridade, mas muitas vezes não relatam isso muito bem. Talvez porque a avaliação não dá importância para isso, mas isso já vem sendo falado há muito tempo e será dada cada vez mais importância. Lembrando sempre de não esquecer a ciência básica, que também pode se beneficiar da interdisciplinaridade, trazendo lições aprendidas com outras áreas para a ciência básica da Computação. PPGs precisam refletir, analisar e dar o valor adequado à interdisciplinaridade;
  • Marciane: a recomendação é aprender a descrever o impacto dos resultados do PPG em outras áreas, o que começa com a compreensão do impacto. Todos os membros do PPG precisam visualizar esse impacto, percebê-lo.

Passou-se então para discussão com os participantes na reunião:

  • P: um grande desafio é na análise de projetos para fomento, quando o projeto é interdisciplinar ele vai sendo empurrado de uma área para outra porque cada área tem uma quantidade limitada de verba de fomento. R: isso foi o que inflou a área de multidisciplinar. Hoje há também o caso de projetos que se dizem interdisciplinares sem o ser, pois não querem ser encaixados em sua área de origem. É preciso ser interdisciplinar mas sem perder nossa característica de origem. // O sistema de alocação de recursos de fato cria distorções, que são pioradas pelo fato de que o sistema aumentou muito nos últimos anos, porém a verba não acompanhou. // A área multidisciplinar vai parar de crescer quando as áreas específicas começarem a acolher os programas que são interdisciplinares;
  • P: qual a melhor forma de relatar o impacto de soluções que são simples na Computação mas que tem impacto relevante em outras áreas (como falado ao longo do painel)? // Neste mesmo contexto, como fica a avaliação da monografia de um estudante que fez uma solução simples na Computação mas tem grande impacto em outra área? R: isso será abordado no próximo momento do Fórum (visão da área). Falou-se da questão de se deveriam existir programas de diferentes modalidades (acadêmico e profissional), ao final é uma questão de fomento (profissionais não têm bolsa). Com relação às bancas, é um movimento que a comunidade precisa fazer, uma construção conjunta, que precisa chegar aos diferentes ambientes, desde as bancas até a comissão da avaliação quadrienal. É preciso capilarizar esta ideia dentro dos programas, trabalho que as coordenações precisam fazer.

Visão da Área de Computação para a Avaliação Quadrienal da CAPES

Avelino começou apresentando a nova composição do CA-C/CAPES (o auxiliam no trabalho os profs. Adenilso Simão, USP, e Renata Araújo, Mackenzie) e seguiu com um breve relato sobre o quadriênio passado (2021-2024, no qual atuou juntamente com Altigran da Silva, UFAM, e Teresa Ludermir, UFPE):

  • Foram estabelecidos diversos desafios (foco em formação, transformação de conhecimento, fortalecimento a área, amadurecer a avaliação qualitativa, excelência nacional e internacional, melhorar a transparência, mestrado profissional em rede), apresentando como aspectos a cada um destes desafios foram trabalhados e ressaltando o fortalecimento da área como um que não conseguimos atingir de maneira plena (em particular o fortalecimento da mobilidade nacional). Ressaltou também a questão dos casos de sucesso, a transparência e o mestrado profissional em rede, o que chamou de “cereja do bolo”;
  • Ressaltou a importância do Fórum PG para trazer as demandas coletivas para o CA-C, que então tem o trabalho de ver se aquilo se encaixa na CAPES (normas, relação com outras áreas, etc.). Agradeceu todo o trabalho que os coordenadores têm feito pela comunidade.

Passou a palavra para o Adenilso para relatar o que está sendo planejado para o quadriênio atual (2025-2028):

  • Continuou a fala do Avelino, mencionando o papel do CA-C/CAPES como intermediário entre os PPGs (via Fórum PG) e a CAPES em várias questões, não somente avaliação quadrienal;
  • Relatou sobre uma percepção de que a CAPES muitas vezes é vista (ou até age) como se tivesse ingerência sobre como as instituições devem conduzir seus PPGs, mas lembrou que as instituições têm autonomia para isso. Deve-se olhar para os documentos de área não para ver o que o seu PPG tem que fazer, mas sim como ele será avaliado e, portanto, como você deve relatar aquilo que o PPG faz de acordo com as diretrizes de sua própria instituição;
  • Apresentou então uma visão geral da avaliação quadrienal, cujos valores norteadores são: a transparência (não precisam concordar com as decisões do CA-C, porém devem poder entender porque as decisões foram tomadas), autonomia colaborativa (os PPGs poderem definir quem são e serem avaliados por isso), rigor qualitativo (o quantitativo deve ser só um aspecto e o qualitativo é difícil de ser avaliado, mas há um compromisso de caminhar nesta direção) e ética científica (a quantificação levou à exploração dos PPGs por um ecossistema antiético, precisamos combater isso, dentre outras práticas). Tais valores foram a conjunção dos planos de trabalho dos três coordenadores de área, submetidos à CAPES à época da escolha dos próximos representantes da área;
  • Trouxe então os objetivos desta quadrienal: (1) transição de paradigma – da avaliação ao planejamento; (2) fortalecimento qualitativo e reconhecimento do impacto dos PPGs; (3) excelência na formação de mestres e doutores; (4) delineamento e valorização das diferentes naturezas de formação e pesquisa; (5) interdisciplinaridade da área; (6) melhoria na operacionalização da coleta e análise das informações dos PPGs; (7) valorização das coordenações de PPGs; (8) redução de assimetrias; (9) alinhamento com políticas e estratégias nacionais de PG e CT&I;
  • Seguiu apresentando ações que foram planejadas para atingir estes objetivos, passando muito rapidamente (estão detalhados nos slides a serem compartilhados com o Fórum PG). Um ponto que se ressaltou bastante é a realização de Curso de Qualidade para Pós-graduação (para graduação e educação básica já tem há anos).

Abriu-se então, para discussão:

  • P: uma das melhores formas de valorizar os coordenadores é deixar claro o que precisa ou não precisa registrar na Sucupira. R: sim, isso será formalizado;
  • P: comentário sobre a importância da Ciência Aberta. R: estamos aprendendo a valorizar essas questões e estamos tentando caminhar nesta direção, já com algumas coisas apontadas no documento de área. Há um grande desafio em como relatar e como avaliar este impacto. Dois documentos (DORA e RING) vem sendo estudados no sentido de aprendermos caminhos;
  • Avelino aproveitou para lembrar que para a avaliação desta quadrienal os documentos de área já foram publicados e são estes o que serão usados, mas o que foi apresentado pelo Adenilso anteriormente terá impacto também na preparação dos documentos de área da quadrienal seguinte. Há muito mais liberdade para definir regras para a próxima quadrienal do que para esta;
  • P: há uma angústia como coordenador sobre a questão da avaliação qualitativa, pois a ficha de avaliação tem muitos indicadores quantitativos e os membros dos PPGs apontam isso. R: para esta quadrienal tentou-se avanços evolutivos (não revolucionários, para evitar desestabilizar a área) e uma das coisas que mudou é o olhar sobre os 4N e não sobre a produção intelectual total (o que vai homogeneizar bastante os programas neste índice e forçar a avaliação ser qualitativa), não ter fórmula sobre a produção discente, realizar avaliação de livros, dentre outros. Sobre a análise dos 4N, o desejo do CA-C é deixar muito claro como os 4N serão avaliados;
  • P: relato da dificuldade de abrir um programa em Rondônia. R: há possibilidades de se contornar algumas das dificuldades, importante conversar com o CA-C sobre a realidade para orientar um bom APCN;
  • P: pergunta sobre a disponibilidade dos relatos, fichas, etc. da avaliação quadrienal. R: todos os dados da Sucupira estão disponíveis publicamente, talvez não sejam tão fáceis de achar. Uma sugestão para o Fórum PG é organizar isso de forma prática para todos os PPGs. Apenas os anexos que foram solicitados pelo CA-C não ficam lá, mas podem ser disponibilizados pela coordenação de área;
  • P: os artigos serão avaliados apenas nos 4N, mas há outras métricas do documento de área que parecem indicar que a produção total dos programas ainda será usada. R: sim, a produção completa do programa precisa ainda ser relatada, a esperança é que venha automaticamente via GoPG;
  • P: a Ciência Aberta é mencionada nas ações apresentadas, quais os mecanismos que a CAPES utilizará para esta avaliação? R: o documento de área indica que poderão ser apresentados e justificados pelo programa e que serão avaliados de forma qualitativa, pois precisamos ainda aprender juntos como fazer essa avaliação. Isso está nas diretrizes da CAPES para todas as áreas.

Ao final, Marciane fez uma fala ressaltando como a área da Computação é modelo para muita coisa na CAPES, uma área muito tranquila e muito madura. As questões apresentadas na discussão não existem só nesta área, há muitas coisas que são inerentes ao SNPG e à CAPES.

Renata falou sobre a importância do Fórum PG para as discussões que foram levantadas durante a discussão. Convocou o Fórum a trabalhar junto ao CA-C para discutir todas essas questões que ainda estão em aberto. Avelino fechou ressaltando as iniciativas de transparência que já vem sendo realizadas pelo CA-C há algumas coordenações, em particular a troca com o Fórum PG de maneira bem aberta. Falou também da importância de avançarmos para a avaliação qualitativa e de termos critérios claros também para isso. Reforçou a ideia do Curso de Qualidade, pedindo ao Fórum para encaminhar as demandas para análise do CA-C, que ao final tem o ônus da tomada de decisão.

POSCOMP

O prof. Sérgio Serra (UFRJ), convidado recentemente para coordenar o POSCOMP, iniciou sua fala com os objetivos do exame, que há mais de 20 anos visa ser um padrão de referência para seleção de candidatos para pós-graduação. Explicou a composição das questões (20 de Matemática, 30 de fundamentos da Computação, 20 de tecnologia da Computação) e explicou que o exame hoje é feito exclusivamente online. Trouxe números dos últimos anos: 761 inscrições homologadas em 2023, 1.066 em 2024, 1.443 em 2025 e a parcial de 2026 já conta 910 inscritos, mostrando a relevância do exame.

Relatou sobre reuniões feitas com a SBC para evolução do “pipeline” do POSCOMP para 2026. Dentre as mudanças, destacou a solicitação de questões mais aplicadas ao invés de mais teóricas para os membros da banca, a solicitação de que eles também indiquem o nível de dificuldade das questões e classifique seu tema. Além disso, após a seleção das questões para o POSCOMP, a coordenação vai buscar engajamento da comunidade para repensar o POSCOMP 2027.

Falou um pouco de como está pensando essa consulta à comunidade. Um formulário está em elaboração, com 25 perguntas e duração prevista de 15 min, dividido em 7 blocos: perfil do PPG; utilização do POSCOMP pelo PPG; nova estrutura, avaliação, conteúdos e matriz de referência; logística, idioma e acessibilidade; alinhamento estratégico com a CAPES e futuro do exame; desempenho, trajetória, skills e produção discente de quem prestou o exame; sugestões da comunidade e novas formas de devolutivas.

Abriu-se, então, para perguntas:

  • P: dada a importância do exame em diferentes idiomas para atrair estudantes de outros países, qual a perspectiva de isso já ser implantado para 2027? R: o retorno da comunidade é importante e isso será levado para a SBC para operacionalização. Não é possível dizer que já será feito para 2027;
  • P: há informações dos anos anteriores para algumas das questões propostas à comunidade, ex.: quais PPGs usam o POSCOMP? R: a coordenação atual do POSCOMP não tem essa informação dos anos anteriores;
  • P: como está sendo feita a aplicação da prova na era da IA generativa? R: a responsabilidade é da FUNDATEC, isso foi questionado a eles e explicaram o ambiente que eles utilizam, filmando os candidatos. Mas é algo a se avaliar, inclusive propondo o retorno à prova presencial, se for o caso;
  • P: dentro deste contexto, há algum mecanismo dos PPGs questionarem a FUNDATEC? R: a própria SBC (Fórum PG, Diretoria de Educação) poderia levar este questionamento à empresa.

Apresentação dos Grupos de Trabalho

Everton introduziu a apresentação dos resultados dos GTs, dizendo que os membros de cada GT fariam um breve relato durante a reunião, mas que o resultado das discussões deve ser apresentado em um relatório em breve.

O primeiro GT, Impacto da IA no Ensino e na Pesquisa da Pós-graduação, foi apresentado por Danilo Ribeiro (CESAR), O grupo contou também com Jean Barddal (PUCPR), Paulo Queiroz (UFERSA) e Patricia Oliveira (USP).

  • Percurso formativo deve continuar essencialmente o mesmo, porém a IA terá um impacto nele;
  • A questão do impacto da IA na autonomia de um formando permeia todas as áreas, porém há questões específicas da Computação que precisam ser observadas;
  • Discutiram quatro princípios básicos: responsabilidade intransferível; transparência e rastreabilidade; verificação humana obrigatória; preservação da competência;
  • Os pontos que precisam ser discutidos, no entendimento do GT, então são: (1) quem faz o quê (o que permanece com o humano e o que pode ser delegado à IA); (2) quando revisar (pontos críticos de verificação no fluxo de trabalho); (3) como documentar (rastreabilidade e registro de decisões e ações);
  • Em relação a (1), identificaram 4 papeis e algumas responsabilidades no processo: estudante, orientador(a), PPG (e Fórum) e bancas examinadoras. Destaque para os papeis do(a) orientador(a) e das bancas examinadoras. Com relação ao que pode ser delegado à IA, trouxe alguns exemplos nos contextos de busca e análise da literatura, escrita acadêmica, produção de código e artefatos computacionais, e metodologia e análise estatística;
  • Sobre (2), trouxe alguns pontos de controle que já existem e também alguns sinais de alerta, sobre como quando o(a) estudante não consegue explicar suas ações ou quando surgem referências inventadas em documentos produzidos;
  • Sobre (3), o grupo acredita que a declaração do uso de IA continua sendo importante;
  • Algumas questões em aberto que o GT deixa ao Fórum: como operacionalizar a auditoria do cumprimento nas bancas de qualificação e defesa? Como reduzir a sobrecarga de trabalho de orientadores e bancas na verificação? As diretrizes devem ser recomendações do GT ou normas a serem adotadas pelos programas? Como manter as diretrizes atualizadas frente à evolução acelerada das ferramentas?

Abriu-se então para discussão:

  • P: a IA dá qualidade ou apenas quantidade? R: se utilizada da maneira correta, é uma ferramenta que pode sim contribuir com a qualidade. Porém seu uso nem sempre é neste sentido, até porque o uso cuidadoso da IA gasta mais tempo, e a IA é associada a um aumento de produtividade;
  • P: em nosso papel de formadores, estamos ensinando o método científico aos estudantes de pós-graduação. Neste sentido, é preciso identificar quais as habilidades devem ser ensinadas a estes estudantes e como a IA vem impactando isso. Sugere ao Fórum uma reflexão sobre estes aspectos;
  • P: como lidar com a quantidade de artefatos que agora são produzidos com ajuda das LLMs? R: de fato é um problema, a própria IA poderia ajudar mas pesquisas indicam que sua acurácia é muito baixa na produção de resumos de grandes coleções de artigos;
  • P: na pós-graduação nosso produto deveria ser o mestre/doutor formado, mas o que avaliamos são os produtos que eles geram (artigos, monografias). Com a IA e a proliferação de produtos gerados, é preciso rever a forma que avaliamos a formação. R: não temos uma resposta precisa para este problema, mas está dentro das reflexões no contexto do papel dos orientadores e das bancas examinadoras. Talvez além de olhar para os produtos, precisaremos começar a olhar também para o processo;
  • P: uma grande preocupação em delegar o direcionamento de nossas pesquisas e formações para a IA, que sabemos que estão nas mãos de poucas empresas;
  • P: é preciso trazer de volta o “Ph” do “PhD”.

O segundo GT, Integração de PPGs com a Indústria e o Setor Produtivo,  foi apresentado conjuntamente por Eduardo Borges (FURG), Guilherme Costa (UCS), José Augusto Suruagy (CESAR), Leopoldo Teixeira (UFPE) e Sergio Serra (URFJ), que compuseram o grupo.

  • Fizeram uma análise com base em uma pesquisa feita com os coordenadores de PPG, relatando sobre as 35 respostas recebidas inicialmente. Já receberam mais algumas nos últimos dias e vão deixar o formulário aberto para quem ainda não preencheu;
  • Seguiram com um resumo dos achados até o momento. Há forte demanda pela colaboração com a indústria, mas capacidade institucional desigual. A visão dos respondentes sobre a maturidade dos próprios PPGs é mais concentrada nos valores intermediários. Tal maturidade não depende da modalidade do programa, mas parece depender de estrutura dedicada à relação com a Indústria. O motivo da busca de cooperação é por recursos (fomento) e por impacto a ser relatado para a avaliação quadrienal. O modelo dominante é P&D com fomento público e parceria industrial. A burocracia administrativa aparece como principal barreira, seguida do “timing” diferente entre indústria e academia e sigilo industrial. Os motivos que trazem tensão institucional se concentram em titularidade de PI, tempo docente e publicação vs. sigilo. As diretrizes para conflito de interesse e PI ainda não estão bem consolidadas ou conhecidas pelos PPGs. A maior parte dos modelos adotados são de cotitularidade. A prospecção ainda depende fortemente dos pesquisadores. Os motivos de falha das prospecções são principalmente matching e prospecção ativa, tempo (sobrecarga docente), tradução de valor (alinhamento de expectativas e cultura) e burocracia. As competências que faltam nos agentes de inovação são principalmente mapeamento técnico/portfólio acadêmico e gestão da inovação e parcerias. A formação de RH é um eixo forte da cooperação (teses/dissertações industriais, bolsas industriais, alunos em produtos), com competências bem clássicas envolvidas nesta formação. O sucesso das parcerias ainda é pouco monitorado formalmente, as que monitoram utilizam os produtos/serviços produzidos, patentes, publicações conjuntas e alunos contratados. As falhas relatadas são menos técnicas e mais institucionais;
  • Com base na análise, trouxeram cinco possíveis frentes de ação: criar repertório de contratos e fluxos, desenhar modelo nacional de bolsas para mestrado/doutorado, definir perfil e capacitação de agentes de interface com competência técnica e de mercado, estabelecer cláusulas e boas práticas pra proteger empresa sem bloquear produção acadêmica, consolidar figuras de mérito mais adequadas para monitorar produtos e impacto;
  • Finalizam com a seguinte pergunta para o Fórum: que estrutura mínima precisamos criar para que a cooperação com a indústria deixe de depender do esforço individual de alguns docentes?
  • Ressaltaram ao final que o trabalho está em andamento, necessitando de mais respostas para complementar a análise (pediram que os que não responderam o façam até final de julho). E que seria interessante também consultar o lado da indústria para entender a outra parte.

Abriu-se então para discussão:

  • Alguns comentários de docentes com experiências em parcerias confirmando certos aspectos levantados pelo GT;
  • Relatos de criação de estruturas institucionais voltadas ao estabelecimento destas parcerias como algo que contribui muito;
  • Relato sobre conversas com empresas menores que dão mais resultados e menos problemas, com relação a publicações de artigos por exemplo;
  • Relato de docente de instituição particular que recebe pressão da própria instituição para aceitar projetos que são apenas de desenvolvimento e não de P&D, o que é um problema;
  • Antes de pensar em estruturas para resolver os problemas da indústria, as universidades precisam resolver primeiro os próprios problemas, sendo “um laboratório vivo”.

Sucessão da Coordenação do Fórum PG-Computação

Como de costume, ao final da reunião do Fórum PG abriu-se para candidaturas para coordenar o Fórum no próximo ciclo, 2026-2027. Ninguém tendo se pronunciado, a atual gestão se propôs a continuar por mais um ano, invertendo os papeis: Jean Paul Barddal (PUCPR) como coordenador e Everton Cavalcante (UFRN) como adjunto. Os coordenadores foram eleitos por aclamação.

Reunião CAPES e CNPq

(Terça-feira, 21/07/2026)

A reunião com as agências CAPES e CNPq dividiu-se em quatro momentos, dois para cada agência, sendo primeiro feita uma apresentação por um representante da agência em si e em seguida pelo comitê de área da Computação daquela agência. Por fim, abriu-se para discussão/perguntas.

Panorama da Pós-Graduação no Brasil – DPB/CAPES

Luiz Antônio Pessan, Diretor de Programas e Bolsas da CAPES, iniciou sua apresentação com um disclaimer de que os dados apresentados são públicos e referentes a uma agência de fomento do Estado Brasileiro, independente do governo da vez, em atendimento ao defeso eleitoral.

Iniciou a apresentação com a missão da CAPES e números da evolução do SNPG, mostrando a ampliação dos programas e cursos de pós-graduação. Ressaltou a preocupação da DPB que se aumente o valor dos recursos para bolsas na mesma proporção de que se aumentam os novos cursos aprovados.

Apresentou outros números, como programas de Computação por nota e região; resultados da última Avaliação Quadrienal; número de matriculados nos cursos de pós total e em Computação (mostrando um aumento grande na procura pelo Mestrado em Computação nos últimos anos); titulados total e em Computação (queda até 2021 para o doutorado e 2023 para o mestrado, começando a subir neste ano); ingressantes por ano total e em Computação (também refletindo inflexão, neste caso em 2022); bolsas no país total e para Computação (mostrando queda recente nas bolsas de doutorado para Computação); bolsas de pós-doutorado no Brasil (houve queda, estão tentando recuperar); valor investido em bolsas (que vem aumentando nos últimos 4 anos). Disse que os slides com todos os números/gráficos serão disponibilizado para o evento.

Falou então das metas do PNE 2026-2036 de 60 mestres e 20 doutores titulados para cada 100 mil habitantes (números baseados na média da OCDE). Atualmente estamos em 31 para mestrado e 12 para doutorado, indicando que devemos praticamente dobrar estes números, o que precisa de investimento em diversos aspectos, bolsas inclusive.

Falou do modelo de distribuição de bolsas, cuja grande virtude é a transparência, baseado nas notas dos programas, local, nível de formação, porte dos cursos e taxa de utilização das bolsas. Os números mostram que na Computação as bolsas de doutorado aumentaram 11% enquanto as de Mestrado diminuíram 20%. A aplicação do critério de taxa de utilização fez com que a utilização das bolsas aumentasse. Mostrou os números de distribuição de bolsas em 2026; a participação das agências de fomento nas bolsas (sendo a grande maioria vindas da CAPES).

Importante mencionar outras ações, como o Plano Nacional de Pós-Graduação 2025-2029 e a Agenda Nacional para a Formação de Pessoal de Nível Superior, que tem 20 macrotemas divididos em 470 temas estratégicos, e o Observatório, lançado no mês passado. Observou que devido ao defeso eleitoral muitos sites da CAPES saíram do ar e estão voltando à medida de que se tem uma segurança jurídica maior.

Passou a falar rapidamente dos programas institucionais de fomento PROAP e PROEX, como ele é calculado, ressaltando que não há mais diferenciação por área e do reajuste feito em 2025 para o valor por aluno. Mostrou números que demonstram que o valor total concedido vem aumentando (50% total, ~40% na área da Computação).

Mostrou rapidamente também: o número de programas estratégicos que existem na DPB/CAPES; parcerias estratégicas com conselhos profissionais (COFEN e CFN), na área jurídica (STF e CNJ); retomada do Programa Pró-Equipamentos; Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG); Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil (PROFIX-CB) — CAPES oferecia uma bolsa de doutorado e uma de mestrado para novos doutores que fossem orientadores destes estudantes; Edital 16/2026 – Programa Aurora; Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI); ação para aumento de vigência de bolsa no caso de licença maternidade; Nova Portaria CAPES aperfeiçoando e modernizando as políticas de bolsas; Painel de Monitoramento e Indicadores, ressaltando os acordos com as editoras para acesso aos artigos; Rede UH+.

Representação de Área na CAPES – Computação

Avelino Zorzo, Coordenador CA-C/CAPES, iniciou apresentando os novos representantes da área e explicando as atividades dos representantes de área, que não fazem apenas avaliação (passou rapidamente, mas os slides estarão disponíveis). Ressaltou a participação na Agenda Nacional; atividades de acompanhamento (como o Seminário de Meio Termo); a preparação para a Quadrienal seguinte (visto que os documentos para a quadrienal atual já estão fechados); visitas aos programas; reuniões com a comunidade e na CAPES.

Passou alguns números relativos a APCNs (novos cursos) e PAEP (eventos), ressaltando aumento do valor para eventos no último ano. Também mostrou rapidamente dados do estado da área 2021-2024, dados que estão disponíveis nos documentos da última Avaliação Quadrienal. Ressaltou a tendência de cada vez mais caminhar para uma avaliação mais qualitativa do que quantitativa, já posto para a quadrienal atual; a composição dos consultores para a Quadrienal, tentando equilibrar a participação dos diversos PPGs nesta comissão; o tamanho da área da Computação, que não é mais uma área pequena na CAPES; a tendência de programas com maior nota terem um corpo docente maior, mais dissertações e teses defendidas; queda no número de mestres e aumento no de doutores formados no quadriênio em relação ao anterior.

Abordou novamente a questão da avaliação qualitativa já realizada, ressaltando a avaliação de casos de sucesso (agora casos de impacto) que já são feitos há 2 anos e agora serão adotados por outras áreas da CAPES. Relembrou a discussão sobre impacto e interdisciplinaridade do painel realizado no Fórum PG no dia anterior.

Mostrou números de publicações da área, mostrando uma queda nos números em 2022 e 2023 (provavelmente por conta da pandemia) mas uma recuperação em 2024. Mostrou o resultado das notas da quadrienal, eliminando o vale que existia nos programas nota 6 e mostrando aumento nos programas notas 5, 6 e 7, que creditou à maturidade da área. Chamou de lenda urbana a ideia de que um programa precisa descer para que outro suba.

Finalizou falando sobre o próximo quadriênio, mas sem entrar em muitos detalhes (Adenilso já apresentou bastante coisa no Fórum no dia anterior).

O CNPq e um Panorama da Área de Ciência da Computação

Alexandre Costa da Silva, Coordenador Geral de Ciências Exatas do CNPq, iniciou comentando também sobre o defeso eleitoral, mas que os dados apresentados são todos públicos no Portal Lattes.

Apresentou números de cadastrados com pós-graduação no Lattes, ressaltando o contentamento de ver ações de mulheres na área de STEM aqui no evento.

Falou da Chamada Universal 44/2024, em que foram feitos 284 pedidos em Computação (2,68%), com 70 pedidos atendido. Apresentou também demanda do edital por UF.

No caso da chamada PQ e SR 23/2025, foram 352 pedidos de Computação (2,57%) com 110 pedidos atendidos, apresentando da mesma forma a distribuição por UF.

Passou a falar o desafio orçamentário do CNPq. Em 2025 o orçamento executado foi 2.5 Bilhões. Comparou com outros orçamentos (sem conversão de unidades monetárias): Defesa USA 900B, China (TIC) 55B, Emendas do Congresso Brasileiro 50B, etc. Deste orçamento, ressaltou que do recurso da lei orçamentária (1.5 B) 88% é relativo a bolsas. O outro 1 B vem do orçamento de parceiros (CNDCT, MEC, MCTI, etc.).

Em oportunidades, ressaltou a chamada 06/2026 – Universal, com linhas específicas para jovens doutores.

Passou rapidamente por novidades com a Política de Integridade Científica (que trata particularmente do uso de IA Generativa).

Diálogo sobre a Chamada de Bolsas de Produtividade (PQ/DT)

Francisco de Carvalho apresentou a composição do novo CA-CC/CNPq, ressaltando que é atualmente composto majoritariamente por mulheres.

Passou a palavra para Alba Melo (UnB), que apresentou onde encontrar mais informações sobre o CA-CC/CNPq, apresentou o comitê que fez a avaliação das submissões PQ/DT e os critérios para julgamento das submissões. Finalizou sua fala com uma observação sobre publicações, ressaltando a quantidade de publicações no periódico Scientific Reports, que inclusive se declara como um repositório e, portanto, é considerado nas avaliações como tal.

Passou a palavra para Celina de Figueiredo (UFRJ), que falou sobre integridade na pesquisa e IA. Ressaltou a obrigatoriedade da declaração do uso de IA na escrita de documentos e para qual finalidade. Mencionou como documentos de referência a Portarias CNPq 2.664 e 2.192 e o código de conduta. Também chamou atenção às sanções que podem envolver devolução de recursos ou suspensão do Lattes de 3 meses a 1 ano. Como todo ano, foi feito apelo aos avaliadores Ad Hoc para que façam bons pareceres e, ainda que seja absurdo ter que pedir, usem linguagem respeitosa. Haverá também avaliação dos pareceres Ad Hoc com possíveis sanções.

Passou a palavra para André de Carvalho (USP), que falou como é o processo de julgamento, que passa primeiro pelos consultores Ad Hoc para análise técnica especializada e segue para o CA que compara e classifica as propostas buscando consenso e seguindo as diretrizes e critérios do CNPq. Ressaltou os pontos mais relevantes para o julgamento: a liderança na área, o impacto da trajetória e a continuidade da pesquisa. O que mais conta nas submissões são o projeto de pesquisa, a trajetória do pesquisador e as avaliações Ad Hoc (porém estes não são usados para comparação nem pontuação, mas dão subsídios para agilizar o julgamento). Ressaltou que o julgamento é comparativo e qualitativo e as bolsas são concedidas de acordo com orçamento do CNPq. Propostas interdisciplinares são aceitas desde que tenham contribuição relevante para a área da Computação. Faltou dos critérios para os perfis de bolsa (C, B, A) e da renovação, mudança de nível e exclusão do pesquisador (que se baseia a curva de histerese da trajetória do pesquisador), além dos critérios especiais de equidade (maternidade, adoção, cuidados familiares, emergências, grupos subrepresentados e regiões menos desenvolvidas).

Passou a palavra para Thais Batista (UFRN) que falou dos erros mais comuns nas propostas submetidas ao edital PQ/DT: a súmula curricular não deve ser um resumo do Lattes, mas um destaque do que o qualifica para a bolsa (de forma mais qualitativa); projeto detalhado no anexo não será considerado, apenas informações complementares para entendimento do projeto; o CV Lattes utilizado é o congelado na data estabelecida pelo CNPq na chamada, portanto atualize até 1 semana antes desta data para garantir; o projeto deve incluir uma apresentação clara e justificada do estado da arte, alinhamento entre a trajetória do pesquisador e o projeto, com objetivos claros, e a principal contribuição deve ser para a formação e avanço na área da Computação. Não submeta projetos de última hora, pois todos submetendo ao mesmo tempo podem desestabilizar o sistema, o atendimento do CNPq se encerra às 18h e problemas no sistema não justificam recursos (mostrou um gráfico que mostrou nos últimos dias incremento de 736 para 2540 e finalmente 5267 submissões registradas).

Passou a palavra para Carla Freitas (UFRGS), que falou das melhores práticas para submissão, ressaltando aspectos de atuação (regularidade e qualidade da produção científica e na formação de recursos humanos de qualidade internacional; papel na consolidação de linhas de pesquisa e de PPGs; atuação em gestão científica e agências de fomento; liderança científica nacional e internacional), projeto (originalidade, clareza dos objetivos, desafios de pesquisa, solidez da fundamentação teórica, coerência entre tema do projeto e atuação prévia, metodologias usadas, pertinência dos resultados previstos, coerência do orçamento), súmula (indicar e justificar os 5 resultados mais relevantes da carreira, sendo 3 de produção científica, tecnológica ou de inovação, outros 2 de livre escolha, complementando com outros resultados e dados que julgar relevantes — ou seja, uma síntese dos resultados relevantes da carreira demonstrando competência e protagonismo científico na área). Lembrar da declaração do uso de IA generativa.

Voltando ao Francisco, apresentou como estão os resultados da chamada 23/2025 no CA-CC em relação ao global. Ressaltou bastante questões de equidade de gênero. Os slides serão disponibilizados no site do CNPq.

Finalmente, André (o novo coordenador) encerrou a apresentação, destacando que o edital é muito competitivo, mas motivou a submissão de novas propostas para contribuir com a ciência do país.

Discussão:

  • P: questionamento sobre a distribuição geográfica dos programas de excelência e dos recursos e solicitação de cuidado com a avaliação de projetos interdisciplinares. R: na lei do FNDCT, há previsão de ao menos 30% dos recursos para N/NE/CO, na Computação não há dificuldade com isso por conta de já haver instituições de excelência nestas regiões. Editais que não tem fundos do FNDCT não tem essa obrigatoriedade. Sobre interdisciplinaridade, a indicação de revisores Ad Hoc é feita pela área técnica usando um sistema que vem sendo aperfeiçoado. No caso de um revisor receber um projeto muito fora de sua área, deve solicitar dispensa. Na CAPES, observa-se nos últimos anos maior consolidação de programas no Norte e no Nordeste, Centro-Oeste menos, mas não há nenhum percentual mínimo nas regras. Existem, no entanto, várias ações para redução de assimetrias, o que depende também das coordenações de área;
  • P: no edital PQ/DT, por que deixou-se de ter o projeto formatado e passou-se ao formulário padronizado que perde a formatação do texto? R: a migração se deu para facilitar a leitura automatizada do conteúdo do projeto. Já receberam diversas reclamações e o sistema está sendo aperfeiçoado, deve permitir em breve (mas não no próximo edital) uso de formatação;
  • P: com relação à coleta da produção intelectual, no ponto atual (integração OpenAlex) há relatos de que está ainda bem incompleto, gostaria de saber do cronograma futuro para as próximas integrações e o prazo que os PPGs terão. R: ainda não há um cronograma preciso para os próximos passos do GoPG, mas estão previstas integrações com Lattes e outras bases e as instituições também precisam se integrar com o programa;
  • P: com relação a cargos de gestão contarem na submissão PQ/DT, está previsto no documento de área? R: sim. Lembrando que ele tem validade até 2027 e o CA-CC atual deve produzir um novo documento para os próximos 3 anos;
  • P: temos perspectivas de editais CNPq ou CAPES ligados ao PBIA? R: no CNPq ainda não há previsão, mas há esperança de que verba ligadas ao PBIA ainda cheguem. Na CAPES idem. Foi preparado um programa voltado à área, mas o dinheiro não foi alocado. A questão orçamentária é complicada, vide o slide anteriormente mostrado comparando os orçamentos do CNPq com o orçamento de emendas, é preciso fazer pressão social para que os orçamentos das agências sejam priorizados;
  • P: já existem detalhes de como será o processo da avaliação das avaliações Ad Hoc e se este processo será transparente? R: isso está nos planos, mas depende da disponibilidade da equipe de TI de implementar no sistema. Com relação à transparência, a ideia não é divulgar, mas o CNPq poder contatar os avaliadores que tiverem notas ruins. A ideia é corretiva e não punitiva. Há de se diferenciar também pareceres que violarem códigos de ética (ex.: insultos) de pareceres que apenas não ajudam o CA.

Reunião das Comissões Especiais da SBC

(Terça-feira, 21/07/2026)

Dênis Lima do Rosário (Diretor de Eventos e Comissões Especiais) abriu a reunião passando a palavra inicialmente para a boas-vindas dos diretores da SBC:

  • Thais Batista (Presidente) deu as boas-vindas e ressaltou em sua fala: a regulamentação das CEs, motivada por questões jurídicas; preocupação financeira com realização de eventos; o novo acordo da ACM com a SBC; e a comunicação da SBC, convocando as pessoas a lerem os documentos (ex.: o Manual das CEs e o novo livreto do JEMS);
  • Cristiano Maciel (Vice-Presidente) falou da Comissão para Inclusão, Diversidade e Equidade (CIDE) formada há 2 anos, que trabalhou num censo demográfico para traçar o perfil dos associados (que agora está integrado ao formulário de associação para os novos associados) e está disponível para consulta. Apresentou também o livreto da CIDE (que está na SOL) com um plano de ação para 2026-2029. Mencionou que a CIDE junto com a Diretoria de Eventos e CEs trabalhou num código de conduta para participantes de eventos da SBC e estará disponível logo após o CSBC. Pediu aos coordenadores de CEs para levar todas estas informações às suas comissões;
  • Alírio Santos de Sá (Diretor de Comunicação): colocou a Comunicação da SBC à disposição para divulgação dos eventos e demais ações da CEs. Mencionou que será criada uma “sala de imprensa” no site para centralização de material para contatos vindos de jornais, etc., bem como uma agenda de contatos por subáreas do conhecimento. Wangles Nascimento (Analista de Comunicação e Marketing da equipe administrativa da sede) mencionou que as CEs serão contatadas pela jornalista contratada pela sede para produção de matérias sobre as áreas;
  • Chico Dantas (Diretor de Finanças), José Viterbo (Diretor de Publicações), Renata Galante (Diretora Administrativa) e Eunice Nunes (Diretora de Secretarias Regionais) também se apresentaram.

Aspectos gerais para as CEs

Dênis prosseguiu destacando alguns aspectos gerais para as Comissões Especiais:

  • Cuidado com o uso de imagens nos sites e divulgações de eventos;
  • A CAPES solicitou à SBC a atualização da planilha dos eventos de cada área, porém estamos aguardando o Google atualizar o H5 dos eventos, que costuma ocorrer em julho. Pretendem organizar as indicações num site para acesso mais prático do que as planilhas;
  • Solicitou que as informações do código de ética da SOL conste nas chamadas de trabalho de todos os eventos. No caso dos eventos que não usam a SOL, incluir texto similar;
  • Neste ponto, alguns dos coordenadores de CE fizeram comentários: incluir no código de ética também algo para os revisores, em particular relativo ao uso de IA, por exemplo a vedação de uso da IA para revisão dos artigos. Realizar uma padronização mais severa que seja aplicada a todos os eventos, pois há casos de artigos rejeitados num evento de uma CE por violarem questões éticas previstas até em leis (ex.: ECA Digital) serem aceitos em eventos de outra CE. Pensar em uma regra comum também para lidar com a proliferação de submissões que vem acontecendo por conta da IA, a exemplo de um evento que recebeu 24 submissões do mesmo autor;
  • Vem coletando as datas para os eventos de 2027, mas dos ~28 eventos apenas 13 responderam. É importante analisar eventos que ocorrem nas mesmas datas para tentar ajustar quando possível;
  • Reforçou que as CEs não devem gerar despesa no CNPJ da SBC sem autorização da sede.

Apresentação da Resolução para uso dos recursos financeiros da SBC vinculados às atividades das CEs

Dênis passou a palavra para Chico Dantas, que falou sobre a sustentabilidade financeira da SBC, iniciando sua fala argumentando que as diferentes partes que compõem a SBC (sede, diretoria, conselho, SRs, CEs, etc.) formam uma parte indissociável de um todo e quando uma parte se fragiliza, o todo também se fragiliza. Sabe que algumas decisões são difíceis de compreender, mas é preciso conversar para buscar um entendimento comum.

A sustentabilidade financeira da SBC como instituição exige um regramento que garanta segurança jurídica e administrativa à Sociedade, aos ordenadores de despesas e à gestão responsável dos recursos, em benefício de toda a comunidade. As autorizações de despesas quando feita de forma ad hoc parecem feitas de forma personalista (“o Chico não deixa”), portanto a necessidade de regras formalizadas.

Relembrou que como entidade sem fins lucrativos, a SBC pode gerar receita e pode terminar o ano com superavit, o que não pode ocorrer é distribuição de lucros a dirigentes, associados ou fundadores, O dinheiro é reinvestido integralmente nas finalidades da Sociedade, sempre visando o bem coletivo.

Após esta introdução, passou a falar da consulta pública sobre a resolução dos recursos financeiros, realizada de 25/05 a 08/06, com 9 das 30 CEs (30%) tendo respondido, apesar de ter sido feita reunião online com os coordenadores antes do envio do e-mail e a diretoria ter se colocado à disposição para dúvidas, inclusive com atendimento individual. Foram 27 sugestões recebidas, sendo 21 acolhidas integralmente, 2 parcialmente e 4 não acolhidas.

Neste ponto, alguns coordenadores disseram que muitas CEs não responderam pois houve um debate entre coordenadores nos bastidores e muitos já estavam contemplados nas respostas feitas por outros. O prazo foi muito curto para o tamanho da planilha que deveria ser analisada e coincidiu com outros prazos de eventos. Disseramq eu seria interessante rediscutir o documento após um tempo para avaliar o que funcionou e o que não.

Chico apresentou nominalmente as CEs que responderam e as que não responderam, o que gerou discussão sobre a necessidade dessa “chamada de atenção”. Coordenadores disseram que muitos não responderam por estarem de acordo com o texto e não havia uma instrução explícita de retornar com o “de acordo”. Thais explicou que a explicitação das CEs que responderam e não responderam foi um pedido do Conselho da SBC para formalizar a concordância das CEs para o futuro.

Passou para alguns esclarecimentos sobre alguns dos comentários recebidos e que foram rejeitados, retomando as questões apresentadas no início de sua fala, sobre a composição da SBC e o seu funcionamento segundo seu estatuto. Apresentou então a minuta da resolução, ressaltando as sugestões que foram aceitas.

Abriu-se novamente para discussão: foi feita pergunta sobre o limite de 6 meses para renovação dos estágios. Thais esclareceu que há limites legais do número de estagiários que a SBC pode contratar (com 9 funcionários, legalmente só se pode contratar 2 estagiários), portanto é preciso de tempos em tempos reavaliar as necessidades das diferentes CEs para não concentrar os estágios sempre nas mesmas CEs. Sugeriu que os docentes usem projetos de extensão nas universidades para envolver estudantes nestas tarefas. Coordenadores sugeriram contratar os 2 estagiários dentro de diretorias da SBC (ex.: Comunicação e Publicações) para atuar junto a todas as CEs que precisam.

Relato sobre ações extensionistas

Allan Freitas (coordenador CE-TF) relatou sobre a iniciativa do SBRC+ (https://sbrc.sbc.org.br/2026/sbrc_mais/), iniciativa da 44ª edição do evento que expandia o alcance para outros âmbitos (SBRC+Escola, SBRC+Comunidade e SBRC+Indústria) por meio de ações extensionistas.

A iniciativa é muito interessante, envolveu bastante a comunidade local na preparação e condução do evento e pode ser replicada em outros eventos, ajustando para cada localidade.

Apresentação das ações da Diretoria de Publicações

José Viterbo (Diretor de Publicações) falou das reuniões com a ACM, que levaram a um acordo no qual 30 séries da SOL serão indexadas na ACM DL (PDFs replicados lá), com algumas questões técnicas e de formalização sendo ainda finalizadas. Deve ainda demorar um tempinho para efetivação.

Falou sobre a criação de dois prêmios que serão anuais a partir de agora, devido à recente parceria da SBC com a Rede Brasileira de Reprodutibilidade: Prêmio SOL de Reprodutibilidade — indicações pelo editores dos periódicos da SBC e classificação por uma Comissão de Avaliação — e Prêmio SOL de Visibilidade (categorias Anais, Periódicos e Capítulos de Livro) — artigos nas duas primeiras categorias precisa ter um mínimo de citações para serem elegíveis, classificação de acordo com o número de usuários únicos que acessaram a página do artigo em uma janela de 1 ano. Os prêmios serão divulgados durante o CSBC.

Abriu para perguntas:

  • Questão sobre acessibilidade dos PDFs e publicação em HTML: Viterbo falou que a ACM também questionou sobre acessibilidade dos PDFs, mencionando um padrão europeu e um norte-americano que são exigidos pela ACM. A resposta da SBC é que os PDFs até o momento não são acessíveis mas a partir de 2027 deverão ser. Posteriormente pode-se planejar também a publicação de HTMLs;
  • Questão sobre extensão para os journals: Viterbo esclareceu que está prevista.

Apresentação das ações da Diretoria de TI

Dênis apresentou em nome de Marcelo Marotta (Diretoria Extraordinária de Tecnologia da Informação), que vem trabalhando na remodelagem e desenvolvimento dos sistemas da SBC (MOM, ECOS, ROS, etc.):

  • Mencionou o livreto sobre o JEMS que foi distribuído aos coordenadores no início da reunião, que conta a história do sistema. A diretoria de TI também vem trabalhando no JEMS, com algumas correções e melhorias já realizadas. A partir de agora, todos os eventos usarão a versão mais recente, conhecida como JEMS3;
  • Há um sistema de tickets em que a comunidade pode relatar problemas e pedir novas funcionalidades para os sistemas que a diretoria de TI vem trabalhando;
  • Está sendo trabalhado também um novo template de artigos para facilitar a captura dos metadados por parte da equipe de publicações, estava previsto em junho/2026 porém surgiram demandas de acessibilidade que estão ainda sendo trabalhadas (ainda sem prazo definido).

Às 11:30 (horário programado para o término, tive que sair e talvez tenha perdido alguma coisa apresentada ao final da reunião.

Reunião das Secretarias Regionais da SBC

(Quarta-feira, 22/07/2026)

Eunice Nunes (Diretora de Secretarias Regionais) abriu a reunião passando a palavra inicialmente para a boas-vindas dos diretores da SBC:

  • Cristiano Maciel (Vice-Presidente) representou a presidente dando as boas-vindas aos SRs, agradecendo e falando da importância do trabalho na ponta. Destacou a importância de captar associados nas regionais e o papel da realização de eventos neste sentido. Mencionou o PROFCOMP e a importância dos diferentes estados se envolverem no programa. Falou dos livretos da JEMS e da CIDE, que estão disponíveis em formato físico aqui na reunião bem como na SOL (destaque para o papel da SOL na sociedade). Ressaltou a importância das SRs realizarem a Escola Regional, algumas ainda não realizam. Por fim, falou mais detidamente da CIDE (Comissão para Inclusão, Diversidade e Equidade), trazendo aos SRs as informações trazidas às CEs no dia anterior. Inspirado no trabalho que a ACM faz com as SIGs, a SBC quer fazer um trabalho na área de inclusão e diversidade com as SRs;
  • Flávia Santoro (Diretora de Inovação) faltou da iniciativa Café com Inovação, dentro do objetivo de aproximar a SBC das empresas. Organizou uma sessão de pôsteres no COMPUTEC voltado à apresentação para empresários. Disse que começou agora esta iniciativa e pretende ampliá-la, convocando as SRs a levá-la também às diferentes regiões do país. Se colocou à disposição para conversar com os secretários, solicitando Eunice a compartilhar seu contato telefônico com os secretários;
  • Carlos Ferreira (Diretor de Competições Científicas) convocou as SRs para realização das maratonas em cada região, mencionando algumas regiões que recentemente realizaram suas primeiras maratonas. Agradeceu este trabalho de base dos SRs e pediu ajuda na divulgação da maratona, que está em fase final de inscrições. Falou que foram mais de 1.000 times em todo o Brasil no ano passado e espera uma quantidade similar este ano. Se colocou à disposição para enviar algum representante da maratona às diferentes regiões para falar das competições científicas;
  • Chico Dantas (Diretor de Finanças) repetiu falas feitas ontem para as CEs relativas a todos fazermos parte da SBC, da natureza sem fins lucrativos da instituição, do cuidado com os recursos que são institucionais e passíveis de auditoria, etc. Mencionou a regulamentação das CEs apresentada ontem, ressaltando a importância destas resoluções para a segurança jurídica e financeira da instituição. Anunciou que o próximo passo é fazer algo análogo para as SRs, com uma proposta de minuta que será compartilhada para consulta aos SRs e posteriormente aprovação do conselho. Pediu que as solicitações de uso de recursos sejam feitas com antecedência mínima de 10 dias. Mencionando que em 2024 a SBC terminou com um déficit de R$ 1 milhão, tendo recuperado em 2025 com superávit de pouco mais de R$ 600 mil, solicitou atenção dos SRs com cada gasto pois no total se acumulam, e que justifiquem bem as solicitações de despesa.
  • Rodrigo Duran (Diretor de Educação) falou das realizações da diretoria que gostaria do apoio das SRs na ponta: discussão sobre a reclassificação do INEP; novos currículos de referência para Ciência da Computação e Licenciatura em Computação (haverá uma chamada em breve); trabalho sobre evasão. No mais, ficou à disposição para contato, solicitando também à Eunice que compartilhe seu contato com os SRs;
  • Dênis do Rosário (Diretor de Eventos e Comissões Especiais) incentivou a realização de eventos por parte de todas as SRs e colocou sua diretoria à disposição para auxiliar nisso;
  • Alírio Santos de Sá (Diretor de Comunicação) falou da estrutura de comunicação da SBC que, apesar de enxuta, está à disposição para divulgar eventos locais e demais ações das SRs, lembrando da importância desses registros históricos. Pediu também para marcar a SBC nas divulgações em redes sociais para que seja republicado. Mencionou a iniciativa de sala de imprensa já anunciada às CEs no dia anterior.

Relato da Diretoria de Secretarias Regionais

Eunice prosseguiu a reunião pedindo a cada SR que se apresentasse e falasse um pouco das ações da regional. Em seguida, trouxe diversos dados para embasar a discussão das ações das SRs, dizendo que os slides serão compartilhados com todos posteriormente:

  • Começou apresentando dados das SRs (fonte: ROS, 10/07/2026): 24 SRs (BA está provisoriamente sem SR), 18 SR adjuntos (muito importante que os SRs que não tem adjunto busquem uma pessoa para esta função), 222 RIs e 32 REs (ambos tiveram uma baixa, é preciso fortalecer esses papeis);
  • Relembrou que a sede fez cartazes para divulgação dos SRs, já entregues no CSBC passado, solicitando aos novos SRs que solicitem à Jessica o seu cartaz, enviando uma foto do SR com boa resolução;
  • Mostrou um levantamento passado pelo setor de eventos da SBC das escolas regionais (ERIs e temáticas) nas diferentes regiões, ressaltando a importância de sua realização. Tivemos 8 SRs que não realizaram escola no período agosto/2025-julho/2026, então Eunice solicitou encarecidamente a retomada das escolas nestas regiões;
  • Falou das reuniões online que foram realizadas ao longo do ano;
  • Incentivou a solicitação do certificado de Estudante Destaque pelos RIs e SRs;
  • Relatou sobre a Semana da SBC 2025, observando uma evolução em relação ao ano anterior;
  • Apresentou o gráfico de associados por regional (fonte: ROS, 10/07/2026), ressaltando um leve crescimento no total de associados em 2026 em relação à 2025, destacando as SRs com maior crescimento e também aquelas com maior queda;
  • Trouxe também um comparativo de eventos por estado, com o número de eventos realizados nos estados nos últimos 2 períodos (2024-2025 e 2025-2026). No total, houve um aumento de 77 para 81 eventos;
  • Fez então uma correlação entre o número de associados e o número de eventos realizados, que apresenta uma correlação forte em vários estados, com algumas exceções. Um dos SRs apontou também a organização de caravanas para o aumento de associados, o que está também associado à realização de eventos, mas não necessariamente no mesmo estado;
  • Houve discussão sobre considerar as maratonas de programação também como eventos da SBC, muitas são realizadas nas diversas regionais;
  • Eunice encerrou a sessão da manhã relembrando a ideia de envolver estudantes em projetos institucionais de extensão para apoio nas realizações da SR, do tempo e do planejamento que envolve a realização de um evento.

Plano de Ação das SRs

Na parte da tarde, Eunice focou no planejamento para ações futuras de sua diretoria em conjunto com as Secretarias Regionais, começando com a Semana da SBC 2026:

  • Data definida em reunião online com os SRs: 31/08 a 04/09;
  • Abertura a definir 31/08 ou 01/09, dependendo da disponibilidade do(a) palestrante a convidar;
  • Tema: também discutido na reunião online, girando em torno de IA, com subtemas (para abertura e encerramento) cibersegurança e deepfakes e responsabilidade social do profissional de Computação;
  • Para o primeiro tema, pensou-se em convidar alguém com perfil de mercado, pra trazer algo mais prático. Está vendo contatos com a Flávia Santoro, mas está aberta a sugestões de nomes dos SRs;
  • Chamou Jessica, que falou dos kits que foram separados para cada SR levar para usar na Semana da SBC.

Jessica em seguida falou da Vitrine SBC (vitrine.sbc.org.br) que é um espaço de apoio institucional que permite que uma pessoa compre produtos da SBC e escolha recebê-lo em um evento da SBC que ela vá participar. A participação dos SRs nesta iniciativa é receber os produtos que devem ser entregues nos eventos que são realizados em sua regional, o que é uma forma de fazer com que o SR participe dos eventos em sua regional, mesmo quando não for envolvido pelos organizadores.

Abriu-se então para perguntas sobre este assunto:

  • Perguntou-se sobre descontos e sobre personalização de produtos para eventos específicos. Jessica informou que não consegue dar descontos pois os produtos são vendidos quase a preço de custo. Quanto à personalização por enquanto não há essa possibilidade mas ela pode ser estudada para o futuro;
  • Perguntou-se sobre o uso da marca da SBC quando o próprio evento produzir algum produto. Jessica disse que é importante seguir o manual da marca da SBC, disponível no site. Também ter cuidado com as marcas dos eventos que já estão estabelecidas. Na dúvida, pode entrar em contato com a sede;
  • Perguntou-se se seria possível conseguir a arte dos produtos para que façamos a produção dos produtos localmente e evitar o custo do frete. Jessica respondeu que precisa ver com a equipe de comunicação se isso será possível;
  • No caso de eventos que são longe de onde o SR mora, como operacionalizar? Jessica disse que nestes casos pode-se combinar o envio para algum RI ou outra pessoa que estará no evento. Sugeriu-se que fosse feito esse alinhamento antes do evento constar na Vitrine como ponto de entrega.

Eunice seguiu falando do projeto Secretaria Regionais Mentoras, que é um projeto piloto para promover troca de experiências entre SRs mais consolidadas e aquelas em fase de estruturação ou reorganização. Ressaltou que a escolha das SRs mentoras (GO, SC, CE, RS, ES) foi com base nas realizações do SR nos últimos anos e a escolha das SRs mentoradas (MA, PB, RJ, DF, TO) foi com base em solicitação dos próprios SRs e aqueles que estão entrando agora no cargo. Eunice abriu a palavra para participantes do projeto para relato da experiência. Algumas ideias compartilhadas nos relatos foram:

  • Montar um FAQ com as principais dúvidas de SRs novatos;
  • Uso de projetos de extensão para conseguir bolsistas para apoiar as ações de SRs e RIs;
  • Mapear as ações da SR e criar GTs (competições, aulas inaugurais, eventos, caravanas, etc.) e ver com RIs da região qual assunto mais interessa para dividir o trabalho;
  • Articular as instituições, apresentar a SBC e conseguir RIs nas diversas instituições da regional;
  • Em uma nova instituição, focar nos projetos da SBC que envolvem os estudantes: Maratona, OBI e Meninas Digitais, para maior engajamento;
  • Criação da rede social da SR e deixar a cargo dos alunos fazer as publicações e passar para o SR aprovar apenas;
  • Realizar um diagnóstico conjunto entre as SRs pareadas de modo a não pressupor que algo que funcione numa SR funcionará em outra;
  • Buscar ex-SRs para trocar experiência também com eles e ajudar na formação de redes de apoio;
  • Lembrar os colegas que a cada 10 associados de um RI ele recebe 10% de desconto na anuidade.

Eunice abriu então para um momento em que os SRs poderiam trazer relatos de ações que vem dando certo:

  • Participação no Love Data Day;
  • Atender solicitações da imprensa (entrevista) para falar de temas da Computação pra levar temas de interesse da SBC quando possível;
  • Ao receber o e-mail da aprovação de um evento que será realizado, entrar em contato com a coordenação do evento para se colocar à disposição. A SBC poderia também incluir no e-mail de aprovação do evento para a coordenação um aviso de que ele deveria procurar o SR daquela região;
  • Quando eventos pedirem recurso financeiro à SR, avaliar pelo contexto se deseja aprovar dar o dinheiro ou talvez usar a opção de adiantamento do recurso que depois é devolvido pelo evento quando consegue fomento/patrocínio;
  • Atender também pedidos dos Tribunais Regionais Eleitorais, participar dos testes das Urnas Eletrônicas, registrar seu nome, tirar foto e enviar para a sede para divulgação de que a SBC participa deste processo.

Eunice falou então do desmembramento da região Norte 1 (AM e RO) como piloto para posteriormente realizar o desmembramento das regiões Norte 2 e Norte 3. A SR do AM já enviou sugestões de nomes para a sede para escolha do SR de RO. Eunice relatou que foi rediscutida com a Diretoria e o Conselho a questão do nome trocar para “Secretaria Estadual”, porém decidiu-se manter o nome “Secretaria Regional”.

Eunice passou então para o assunto dos Grupos de Trabalho Regionais Estratégicos das SRs. A ideia é juntar as SRs de cada região para trabalharem temas estratégicos durante um período e trazer suas contribuições, para no período seguinte fazer um rodízio dos temas entre as regiões (iniciando com a divisão abaixo). Cada tema foi detalhado em foco, objetivo específico, atividades previstas e expectativas de resultados (os slides serão disponibilizados). É uma ideia inicial, ainda sem prazos, que continuará a ser elaborada.

  • Norte: Capilaridade e Interiorização da SBC;
  • Nordeste: Meninas Digitais e Educação Básica;
  • Centro-Oeste: POSCOMP, Pós-Graduação e Formação Científica;
  • Sudeste: Ciência Aberta, Biblioteca SOL, Periódicos e Publicações da SBC;
  • Sul: Eventos Científicos, Comunidade e Associações.